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“Tudo quanto vive, vive porque muda; muda porque passa; e, porque passa, morre. Tudo quanto vive perpetuamente se torna outra coisa, constantemente se nega e se furta à vida”. Fernando Pessoa (Trecho de O Livro do Desassossego, atribuído ao semi-heterônimo Bernardo Soares, publicado postumamente em 1982)